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PROBLEMAS CONJUGAIS?

Atualizado: 23 de out. de 2022

Entenda tudo o que está por trás dos principais problemas dos relacionamentos amorosos.

Adquira a inteligência emocional para saber até que ponto essa relação é benéfica ou não para saúde da sua mente o do seu corpo.


Achamos conveniente cobrir esse complexo tema das relações humanas através dos tópicos numerados logo abaixo, com a finalidade maior de facilitar o entendimento e a boa compreensão dos amados.


1) RELACIONAMENTO É UMA RELAÇÃO MORAL E JURÍDICA




PERDOEM A FRIEZA, mas antes de tudo, o que muitas pessoas, por mais simples que seja, tem dificuldade de entender é que todo e qualquer relacionamento amoroso (não só casamento e a união estável), sejam praticados por pessoas do mesmo sexo ou não, trata-se de um negócio jurídico em potencial.


No direito, definimos como negócio jurídico o instrumento cível (acordo no papel ou de boca) onde as partes se atribuem direitos e obrigações a serem cumpridos. Se levarmos ao pé da letra, certamente isso se aplicaria mais ao casamento e a união estável, por exemplo. Em todo caso, é importante ficar atento que um considerado "mero namoro" ou "singela amizade colorida" já pode configurar um eventual negócio jurídico.


No português popular, o quero dizer é o seguinte: esse país felizmente ainda possui leis. Quando se firma um negócio com alguém, no caso um relacionamento amoroso, devemos estar dispostos a exercer direitos e cumprir obrigações mútuas. Ou seja, devemos, de certa forma, estar dispostos a ceder em determinados aspectos, ou melhor, respeitar determinadas regras de convivência para preservação do "negócio jurídico" (relacionamento).


Achei importante, por mais óbvio que seja, deixar isso registrado aqui. Não só por ser um tema caro a minha primeira profissão como advogado, como também para alertar os amados que pretendem se relacionar com outrem a nível amoroso que SAIBAM MUITO BEM O QUE ESTÃO FAZENDO e no que estão SE METENDO antes de fazê-lo.


Claro que o relacionamento amoroso também é um relacionamento moral e é isso que confere complexidade e, ao mesmo temo, maravilha a esse negócio. Ou seja, há preceitos e condutas a nível moral e, consequentemente social, que entram em cena numa relação a dois. Dentre eles, amor, carinho, família, honra, respeito, dignidade, companheirismo, afeto etc.


Estabelecidas essas premissas, podemos passar agora a analisar as próximas etapas


(...)



2) ESTAMOS JUNTOS, MAS SOMOS PESSOAS INDEPENDENTES



Pois bem,


O círculo logo acima já transmite muito bem o ponto nevrálgico de todo tipo de relação. É este inclusive o elemento comumente responsável, tanto pelo seu início, quanto pelo seu término, que é a questão de se ESTABELECER LIMITES.


Uma relação pacífica e sustentável exige que determinados limites sejam respeitados. E é bom que isso fique claro desde o início, uma vez que, se se cria o hábito de permitir que o outro extrapole limites, tudo indica que essa relação tenha uma grande tendência a se tornar abusiva no futuro.


Em relação ao gráfico acima indicado, deve-se pontuar que para existência da relação, é IMPRESCINDÍVEL que se exista um NÓS. Em contrapartida, se há somente um nós e não existe um EU e VOCÊ (excesso de apego), os indivíduos se descaracterizam e isso leva a renúncia de identidade. É o tipo perfeito de relação que leva a dependência emocional de uma ou ambas as partes, sobretudo, quando rompida.


Já no caso de excesso de EU ou VOCÊ, sem o NÓS, costuma qualificar-se como relacionamento "nas aparências". Geralmente são relações conturbadas por infidelidades e traições. Há um excesso de individualidade e egoísmo de ambas as partes e esses tipos de relações costumam perdurar, se perdurarem, geralmente devido a crenças limitantes, tais como: "casamento é para vida toda", "o que as pessoas irão falar", "ela é a mãe dos meus filhos" etc.

Assim sendo, é plenamente compreensível que numa relação, muitas vezes por amor, carinho e respeito tenhamos que ser um pouco diplomáticos e eventualmente ceder em alguns pontos. Contudo, JAMAIS permita que o seu parceiro ou parceira extrapole os limites que você deve fixar desde o início da relação.


Tem um monte de gente aí que gosta de se mascarar no início do relacionamento para "fisgar o partido". Se você faz parte desse clã, te recomendo a abandonar esse barco, pois mais cedo ou mais tarde ele afundará junto com a sua relação. Portanto, SEJA TRANSPARENTE o máximo que puder e estabeleça os seus LIMITES desde o início.


Eu sei que isso pode vir a gerar conflitos e muitas vezes é algo chato de se escutar. Mas antes o pequeno conflito agora do que A BATALHA JUDICIAL DEPOIS...Afinal, como dizia o saudoso Rapper Sabotage: "Não adianta passar pano o pano rasga"...Pega essa visão....😉


3) MUDANÇAS NO(A) COMPANHEIRO(A)



Tomando emprestado as palavras do ilustre Daniel Rocha (Alkaline Man): "Nós seres humanos somos seres mutantes".


Certamente, quando ele diz isso ele não quer dizer que somos personagens da Marvel e/ou Super heróis de quadrinhos, mas sim que somos seres que estamos mudando a quase a todo instante. É dizer, apesar de mantermos uma essência que não muda, somos amplamente influenciados por pessoas, coisas, lugares, situações, ambientes e experiência pelas quais passamos ao longo da jornada vida. Tudo isso leva a que, com o tempo, vamos mudando muitos dos nossos conceitos, decisões, olhares e percepção de mundo.


Sabendo disso, a partir de agora você não vai mais estranhar se o seu esposo ou esposa, depois de 5 anos juntos, se tornou uma pessoa diferente daquela com quem você se casou e nem mais vai atribuir a essa mudança dele ou dela o fim da relação.


Claro que não.


Nesses casos, "a culpa" (na verdade não existem culpados) não é da mudança do indivíduo em si, mas sim da não adaptabilidade da mudança por parte do outro.


Observe que, se não for caso de dependência emocional, social ou econômico financeira, casais que ficam anos juntos simplesmente se adaptaram um a mudança do outro. O que permitiu com que o fluxo energético da relação permanecesse constante, mesmo depois de anos juntos.


4) RELACIONAMENTOS DURADOUROS



Nesse ponto, eu irei apenas repetir o que falei antes: se não for o caso de dependência econômica, financeira, social e/ou emocional de uma das partes, o que é um GRAVE PROBLEMA (pois isso enerva e adoece as pessoas a nível físico e psicoemocional), relacionamentos longos "saudáveis" duram por anos, graças à capacidade que cada um desenvolveu de se adaptar a mudança do outro.


Essa adaptabilidade, por incrível que pareça, não surge de maneira forçada. Ela vem da aceitação e do amor individual em primeiro lugar, pois, quando a pessoa passa a se aceitar, ela, consequentemente, passará a aceitar e a respeitar mais os outros. De modo que, ainda que não concorde com dada atitude do parceiro, ela saberá resolver as coisas de forma criativa e sábia, ainda que seja em uma saudável conversa acerca do término da relação, por exemplo. É o tipo de resolução que nesses casos não gera grandes conflitos, pois há aí muito carinho e respeito mútuo.


5) REGRA DOS 30%



Aqui eu deixo uma dica para aqueles que estão em dúvida acerca do prosseguimento ou não da relação. Por óbvio ninguém entra em uma relação, via de regra, pensando em terminá-la. Em regra, todo relacionamento foi feito para perdurar, não obstante as pessoas confundirem e se apegarem a relações abusivas e enervantes sob a crença limitante de que casamento é para vida toda.


De toda sorte e independente dessas questões, saiba que existe um grau de tolerância para determinadas situações e você não deve se enervar ao extremo, pois a sua saúde vem em primeiro lugar. Correto?


Assim sendo, a dica que te dou, independentemente de quem tenha ou não razão, é monitorar e observar a sua relação e avaliar se vocês em até 30% dos momentos em que estão juntos estão em harmonia. Se a resposta for positiva, muito provavelmente a sua relação ainda tem solução, do contrário, PARA O BEM DE AMBOS, eu sugeriria uma conversa amigável, séria e honesta acerca de eventual término da relação.

Sei que dói ouvir e pensar nisso, mas pare e pense: é melhor resolver isso o quanto antes, do que, Deus te livre e guarde, isso vire uma "desgraça" lá na frente. Até porque o fato de se ter terminado hoje não quer dizer necessariamente que um dia não se possa voltar. Pode ser simplesmente que esse não era o momento para que ambos estivessem juntos.


6) COMO PROCEDER DIANTE DE UM TÉRMINO



Aqui podemos resumir da seguinte maneira:


I) Aceite que acabou. Não reprima os sentimentos e chore o quanto for necessário, pois isso faz parte do processo de superação. Deixa o sentimento fluir, sinta-o na pele e não seja orgulhoso(a) ou vaidoso(a) de reprimir através de coisas externas artificiais (álcool, drogas, sexo, diversão etc). Os sentimentos precisam aflorar na pele para serem integrados e depurados. Tão menos não vá tomar atitudes destrutivas e irresponsáveis impelido pelo espírito de revolta, dependência ou carência. Segura a sua onda para o seu bem e o dele(a).


II) Converse com alguém (familiares e/ou amigos próximos) da sua confiança acerca do término da relação. Isso vai te ajudar a entender que acabou.


III) Bloqueie a pessoa das redes sociais por um tempo. Aliás, se não trabalha com redes sociais, a melhor coisa que você faz é sair delas por um bom tempo. As mídias sociais são muito tóxicas e podem atrapalhar por completo o seu processo de superação.


IV) Afaste-se do seu ex-parceiro o máximo que puder por pelo menos 3 meses. Fazer isso te dará melhor visualização das coisas e contribuirá para eventual processo de aceitação de término.


V) Não escute músicas românticas Por Favor!!! (VAI POR MIM 😉)



7) NOSSA ALMA GÊMEA ESTÁ DENTRO DE NÓS


Esse é o ponto MAIS IMPORTANTE a ser considerado e é disparado o principal motivo pelo qual a maioria das relações amorosas do mundo moderno não dar certo.


Pois bem.


As pessoas simplesmente não se aceitam. Ou seja, nós nos rejeitamos em maior ou menor grau. E quando não temos a capacidade de nos aceitarmos do jeito que somos (com as virtudes e defeitos), jamais teremos capacidade de amar outra pessoa com sinceridade.


Esse amor que observamos na sociedade moderna infelizmente não se trata de amor genuíno. Outrossim, trata-se de um amor egoísta e egocêntrico, eis que ele existe enquanto o parceiro ou a parceira fizer ou tiver aquilo que nos agrada.


O problema é que aquilo que te agrada e te atrai no seu parceiro ou parceira, geralmente é algo (emoção, sentimento, necessidade material e/ou emocional) que você possui suprimido dentro de ti; e, ao invés de trabalhar isso por meio da aceitação dos seus sentimentos, você prefere reprimir essa sensação, ansiedade ou angústia e, pior ainda, projeta em outra pessoa (seu relacionamento) e ela passa a se tornar o espelho do oposto daquilo que você não deseja enfrentar.

Vou dar um exemplo para ficar mais claro: você que é uma pessoa muito insegura deveria trabalhar esse sentimento dentro de ti e depurá-lo por meio da aceitação. Geralmente você tende a reprimir a insegurança ou correr para o caminho oposto como uma adicta ou viciada. Nesse particular, uma das coisas que você faz é procurar um parceiro que lhe pareça confiante e, consequentemente, você projeta isso (a confiança) nessa pessoa. O problema disso é que o sentimento ou fantasma da insegurança vai continuar te assombrando a nível inconsciente, de maneira que, com o passar do tempo, a pessoa na qual você projetou como alívio a sua própria insegurança começará a te deixar insegura ao se comportar de maneira diferente do que você esperava. É quando ocorre de o amor inicial começar a virar ressentimento e aflição e surgem os problemas na relação.


Pode ter certeza que a culpa não é da pessoa, mas sim de você que projetou em terceiros (sensação de firmeza, potência e segurança) algo que você deveria resolver dentro de ti.


Sei que esse papo é meio complexo e muita gente deve ter ficado boiando depois que leu (rs...), mas isso é algo que podemos conversar melhor mais para frente.


Em todo caso, o ponto é que, quanto mais você suprime ou foge dos seus "fantasmas emocionais", mais eles te perseguem, bem como, a quase todo o momento, o universo, controlado pelo Criador, te coloca em situações (surgem coisas, pessoas, situações etc) que para ti lhe parecem terríveis, uma vez que te faz reviver eventuais traumas. Quando na verdade, essas situações dolorosas reaparecem para que você as enfrente e se veja livre do alto veneno emocional que está impregnado em todos nós.


Sei que o papo continua ainda muito profundo (rs), mas o que eu quero dizer é o seguinte: PRECISAMOS NOS ACEITAR. Precisamos assumir a RESPONSABILIDADE PELO QUE FAZEMOS e, em especial, PELO QUE SENTIMOS e não projetar os nossos desequilíbrios em terceiros, pois, ao fazer isso, mais cedo ou mais tarde uma relação que começou incrível, como as maioria dos dias de hoje, acaba em tédio, mágoas, frustrações e decepções, quando não coisa pior.


Exercitemos o auto amor, a autoaceitação e o auto respeito, pois só assim iremos curar nossas profundas feridas interiores. Isso não é algo que um terceiro poderá fazer, mas sim você mesmo.


Certo é que, uma vez que você se encontrar bem internamente; se aceitando e sarando por sua conta as suas feridas emocionais, você alcançará a sensação indescritível de amor, plenitude interior e encontrará a sua verdadeira alma gêmea, que é você mesmo. ACREDITE.


Só assim é que VERDADEIRAMENTE se está pronto para transferir e desfrutar do amor (amor puro, duradouro, desapegado genuíno e honesto) por outra pessoa.


MENTE LIVRE, CORPO LIVRE.


Fiquem na paz do ALTÍSSIMO!


Bj BJ!


Daniel Peixoto

Terapeuta Naturopata Higienista

CRTH - BR 7852 ABRATH

( Associação Brasileira de Terapeutas Holísticos)




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